
A exposição “Amazônia”, de Sebastião Salgado, encerra no dia 5 de julho no Cais das Artes, em Vitória. Esta é a última semana para visitar a mostra que, desde abril, ocupa o museu do novo complexo cultural do Espírito Santo — concebido pelo arquiteto capixaba Paulo Mendes da Rocha e que começou a ser construído em 2010, com previsão inicial de conclusão em dezoito meses, transformando-se ao longo dos anos num símbolo das promessas adiadas da vida cultural do estado.
A mostra reúne mais de 200 fotografias produzidas ao longo de sete anos pela região amazônica, revelando paisagens e o cotidiano de diferentes povos indígenas. A curadoria e a concepção expográfica são assinadas por Lélia Wanick Salgado, arquiteta, designer e companheira de Sebastião Salgado ao longo de seis décadas, responsável pela edição de seus livros e pela concepção das principais exposições internacionais do fotógrafo. A experiência é complementada pela trilha sonora criada por Jean-Michel Jarre, construída a partir de sons da floresta e registros sonoros de comunidades indígenas.
A chegada ao Espírito Santo tem peso simbólico duplo. A mostra ocorre cerca de um ano após a morte de Sebastião Salgado, em 2025, e representa uma oportunidade de contato com o legado de um dos maiores fotógrafos do mundo. Tendo encantado mais de 2,5 milhões de pessoas em 20 cidades ao redor do mundo, com passagens por Paris, Roma e Londres, além de cidades brasileiras como Rio de Janeiro, São Paulo e Belém, a exposição chegou ao Espírito Santo carregada de significado e expectativa.
A mostra tem entrada gratuita, de quinta a domingo, das 10h30 às 18h, com entrada permitida até as 17h30. Apesar da gratuidade, é obrigatório garantir o agendamento prévio.
Sebastião Salgado — Amazônia. Cais das Artes, Enseada do Suá, Vitória (ES). Até 5 de julho de 2026. Entrada gratuita, com agendamento obrigatório.