
A Sotheby’s enfrenta um novo processo judicial após ser acusada de não pagar uma comissão de US$ 10,2 milhões relacionada à venda de sua antiga sede em Nova York. A ação foi movida pela Cushman & Wakefield, que alega ter sido excluída da negociação final.
O caso envolve a venda do edifício localizado na York Avenue por cerca de US$ 510 milhões em 2025 para a Weill Cornell Medicine — uma das maiores transações imobiliárias recentes da cidade.
Segundo a corretora, um acordo firmado anteriormente garantia o pagamento de uma comissão equivalente a 2% do valor da venda caso o imóvel fosse adquirido pela mesma instituição para a qual ela havia intermediado um contrato de locação em 2023.
A Cushman & Wakefield afirma ainda que não foi informada sobre as negociações de venda e só tomou conhecimento do negócio por meio da imprensa, o que configuraria violação contratual.
Em resposta, a Sotheby’s classificou o processo como “sem fundamento” e afirmou que irá se defender judicialmente.
Para além da disputa jurídica, o caso revela tensões financeiras mais amplas. A venda da sede faz parte de uma estratégia da casa de leilões para reduzir dívidas e reestruturar suas operações, em um momento em que o mercado de arte ainda enfrenta os efeitos da desaceleração iniciada em 2022.