
A Tiwani Contemporary, uma das principais plataformas de arte contemporânea africana e de sua diáspora, encerrou permanentemente seu espaço em Londres. O escritório de Lagos também suspendeu as operações à espera de uma reestruturação. Em comunicado, a galeria atribuiu a decisão a “desafios financeiros” agravados pelo aumento dos custos operacionais e por um “mercado difícil” para a arte contemporânea.
Fundada em Londres por Maria Varnava em 2011, a Tiwani tem seu nome inspirado numa expressão iorubá nigeriana que significa “pertence a nós”. A galeria mais recentemente havia inaugurado um espaço em dois andares na Cork Street, uma das ruas mais movimentadas do circuito de galerias londrino, em 2023, e um espaço de 185 metros quadrados em Lagos em 2022, cidade onde Varnava cresceu.
O fechamento reflete uma tendência mais ampla de contração no mercado de arte africana, que ainda não se recuperou do pico de 116,5 milhões de dólares em vendas registrado em 2022. A galeria representou artistas como Theo Eshetu, atualmente na exposição principal da Bienal de Veneza, além de ter lançado ou exposto nomes como Njideka Akunyili Crosby, Simone Leigh e Kapwani Kiwanga em fases iniciais de suas carreiras.
“Sou profundamente grata aos artistas que nos confiaram seu trabalho e aos colecionadores, curadores e colaboradores que apoiaram nossa visão”, disse Varnava. A galeria havia confirmado presença na feira Liste, em Basileia, no próximo mês, mas retirou sua participação. O processo de encerramento será conduzido pela BTG Begbies Traynor.