
A Sotheby’s de Nova York realizou na última semana uma das sessões mais aguardadas da temporada, e o resultado não decepcionou. A venda da coleção do marchand Robert Mnuchin, morto em 2025, encerrou com 100% dos lotes vendidos e total de 166,3 milhões de dólares. O destaque absoluto foi “Brown and Blacks in Reds” (1957), de Mark Rothko, arrematado por 85,8 milhões de dólares, o segundo preço mais alto já alcançado pelo artista em leilão.
A obra tem uma história particular no mercado. Pertenceu inicialmente à Joseph E. Seagram & Sons, que a adquiriu na Sidney Janis Gallery e a instalou no hall do Edifício Seagram, em Manhattan. Foi justamente essa compra que inspirou a Seagram a encomendar a Rothko os célebres murais destinados ao restaurante Four Seasons, um projeto que o artista acabou abandonando por não querer que suas pinturas servissem de decoração.
A sessão da coleção Mnuchin foi acompanhada pela The Now & Contemporary Evening Auction, que somou 266,8 milhões de dólares, levando o total combinado da noite a 433,1 milhões. Entre os destaques, “Museum Security (Broadway Meltdown)” (1983), de Jean-Michel Basquiat, foi arrematado por 52,7 milhões. “Brigitte Bardot”, de Andy Warhol, alcançou 24,8 milhões. “Concetto spaziale, Il cielo di Venezia”, de Lucio Fontana, atingiu 16,4 milhões, novo recorde para a série Venezie. E “Cape Orange”, de Helen Frankenthaler, foi a 7,3 milhões, seu segundo preço mais alto em leilão.
Três obras de De Kooning de décadas diferentes da carreira do artista, todas da coleção Mnuchin, totalizaram 27,2 milhões, bem acima da estimativa de 16 a 22 milhões.