Phillips totaliza 115 milhões em leilão com recordes para artistas mulheres

Casa atingiu quase o dobro da estimativa inicial com destaque para obras de Lee Bontecou, Olga de Amaral e Anna Weyant, além de disputa acirrada por jovem pintor Joseph Yaeger

Foto: Courtesia da Phillips

A Phillips encerrou sua sessão de arte moderna e contemporânea na terça-feira com 115,2 milhões de dólares, bem acima da estimativa de 84,2 milhões, e com todos os 40 lotes vendidos. O resultado é mais que o dobro dos 52 milhões obtidos na edição de maio de 2025 e o melhor desempenho da casa desde os tempos aquecidos de 2022.

O leilão se destacou especialmente pelos resultados de artistas mulheres cujos preços ainda buscam equiparação com os de seus pares masculinos. Uma rara obra em pastel sobre tela de Lee Bontecou triplicou a estimativa de 1,2 milhão para alcançar 4,3 milhões, novo recorde para trabalhos bidimensionais da artista. Uma tapeçaria de Olga de Amaral, cuja demanda disparou após exposição na Fondation Cartier em 2024, foi a 1,7 milhão, quase o triplo da estimativa. Uma pequena pintura dupla-face de Georgia O’Keeffe dos anos 1920 também superou expectativas.

A disputa mais acirrada da noite, porém, foi por uma aquarela de 2021 do jovem artista Joseph Yaeger. Dez compradores fizeram mais de 30 lances pela obra, que saiu por 477 mil dólares contra uma estimativa inicial de apenas 60 mil, novo recorde para o artista.

Uma pintura de Anna Weyant de 2019, três anos antes de ela ingressar na Gagosian, foi arrematada por 980 mil dólares contra estimativa de 380 mil. Já o lote mais esperado, “Sixteen Jackies” (1964) de Andy Warhol, decepcionou: estimado em 15 milhões, foi a apenas 13,5 milhões, configurando perda expressiva para o vendedor. Um Pollock de 1948 reofertado após um processo judicial também saiu abaixo do esperado, por 9,2 milhões.

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