EUA lideram mercado de arte em 2025, mas cenário global mostra redistribuição de forças

Relatório da Artnet revela desempenho desigual entre países e aponta para um sistema mais fragmentado

Foto: Carl Court/Getty Images

Os Estados Unidos mantiveram a liderança do mercado global de arte em 2025, concentrando a maior fatia das vendas, segundo o relatório Artnet Intelligence Report: Year Ahead 2026. Ainda assim, o desempenho geral revela um cenário mais complexo, marcado por desaceleração e redistribuição geográfica.

De acordo com a análise, o domínio americano segue sustentado pelo volume de leilões de alto valor e pela força institucional de cidades como Nova York. No entanto, a participação do país não impede o avanço — ainda que irregular — de outros mercados.

A China aparece novamente como um dos principais concorrentes, alternando posições com o Reino Unido nos últimos anos. Em 2025, o país asiático mostrou sinais de recuperação, enquanto Londres enfrentou pressões relacionadas ao ambiente econômico e regulatório.

O relatório também aponta que, apesar da concentração nos três principais mercados — EUA, China e Reino Unido —, há um movimento gradual de dispersão. Regiões como Oriente Médio e Sudeste Asiático continuam ampliando sua presença, ainda que em escala menor, indicando uma transformação mais lenta, porém consistente, do mapa global.

Outro dado relevante é a retração nas vendas de obras ultra high-end, que impactou diretamente os mercados mais consolidados. Em contrapartida, segmentos intermediários demonstraram maior estabilidade, contribuindo para uma redisuição menos concentrada do volume total de transações.