Koyo Kouoh se esforçou para repensar o conceito de “escola” na história da arte

Curadora da 61ª Bienal de Veneza trata o conceito mais para designar processos em curso do presente do que um atalho para segmentar a história da arte

O papo de “escola”, quando se fala de arte, funcionou sempre como um bom atalho para facilitar a barra dos manuais. Escola de Paris, Escola de Nova Iorque, Escola de Barbizon nada mais são do que aglomerações de artistas reunidos a posteriori segundo afinidades formais, geográficas ou geracionais. É verdade que há também os casos em que o termo escapava dos manuais para entrar nas instituições — como a Bauhaus ou o Black Mountain College — e daí em diante ganhava mesmo já alguma complexidade. Só que, ainda assim, o fato é que quase todos esses casos revelam leituras ancoradas num desejo por pensar a história como certa teleologia de programa artísticos, que, é claro, carrega uma baita pretensão genealógica.

Mas nada disso impediu ao termo que entrasse no vocabulário da 61ª Bienal de Veneza e a sacada de Koyo Kouoh para “In Minor Keys” está provavelmente em dirigir a palavra para outro sentido. As seis “Schools” anunciadas pela curadora são, no fim...

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