
O diretor do Museum of Modern Art (MoMA), Glenn Lowry, voltou a enfrentar questionamentos sobre a permanência do bilionário Leon Black no conselho do muse, tema que ressurgiu após novas discussões públicas sobre os vínculos do investidor com o financista Jeffrey Epstein.
Black, cofundador da Apollo Global Management e um dos grandes colecionadores de arte dos Estados Unidos, foi presidente do conselho do MoMA entre 2018 e 2021. Ele deixou o cargo após revelações de que havia pago cerca de US$ 158 milhões a Epstein entre 2012 e 2017 por consultoria financeira e planejamento tributário.
Apesar da renúncia à presidência, Black continuou ligado ao conselho da instituição, situação que gerou críticas de artistas e ativistas ao longo dos últimos anos. Em 2021, mais de 150 artistas e trabalhadores da arte chegaram a pedir formalmente sua saída do museu, argumentando que suas conexões com Epstein eram incompatíveis com a governança de uma instituição cultural pública.
Em declarações recentes, Lowry afirmou que o museu não deve avaliar ou policiar todas as atividades privadas de seus conselheiros, posição que reacendeu o debate sobre a relação entre grandes instituições culturais e o financiamento proveniente de bilionários.
A controvérsia toca em um tema recorrente no circuito internacional: o papel do dinheiro privado na sustentação de museus, especialmente quando doadores ou conselheiros se veem envolvidos em escândalos públicos. Durante os últimos anos, protestos e campanhas de artistas têm pressionado museus a rever vínculos com patrocinadores associados a questões éticas ou políticas.
Lowry, que dirige o MoMA desde 1995 e anunciou que deixará o cargo após três décadas à frente da instituição, atravessou diversas crises relacionadas ao conselho do museu, desde investimentos controversos até debates sobre a origem de doações privadas.