Mais de 200 profissionais da cultura denunciam resposta internacional à destruição de patrimônio no Irã

Carta aberta critica omissão global diante de danos “irreversíveis” causados por ataques durante o conflito

Foto: Reprodução

Mais de 200 pesquisadores, acadêmicos e profissionais do patrimônio cultural assinaram uma carta aberta criticando a resposta internacional à destruição de bens culturais no Irã em meio ao conflito recente. O documento denuncia danos “irreversíveis” ao patrimônio histórico do país e aponta possíveis violações do direito internacional.

A declaração, organizada pela Society for Iranian Archaeology, acusa diretamente os Estados Unidos e Israel pelos impactos sobre sítios históricos, incluindo áreas de valor reconhecido globalmente. Os signatários afirmam que os ataques podem violar a Convenção de Haia de 1954, que protege bens culturais em contextos de guerra.

Além das acusações, o grupo também critica o que considera uma resposta insuficiente por parte de governos e instituições internacionais, que não teriam reagido de forma proporcional à gravidade da destruição.

O alerta surge em um contexto de danos já documentados: autoridades iranianas estimam que mais de uma centena de locais culturais — incluindo museus, áreas históricas e patrimônios reconhecidos — tenham sido afetados por ataques recentes.

Entre os exemplos citados estão monumentos como o Palácio Golestan, em Teerã, e sítios históricos em Isfahan, que sofreram impactos diretos ou indiretos durante bombardeios, levando a preocupações da UNESCO sobre a preservação desses bens.