
Grandma Moses produziu mais de 1500 obras, mas foi só aos 77 anos que começou a pintar.
Sua trajetória única é também reflexo de seu período. O crescente processo de industrialização do mundo e a ascensão das vanguardas artísticas contrastavam com a visão idílica de um passado não muito distante e cada vez mais transformado, retratado nas paisagens pintadas por Grandma Moses. Aliado a isso, a sensibilidade em tratar de memórias pessoais e o uso de cores fizeram a artista ser não só agraciada por público, como também por crítica.
Conheça um pouco mais sobre essa artista:
Anna Mary Robertson Moses nasceu em Nova York em 1860, teve nove netos e mais de trinta bisnetos e passou a vida em propriedades rurais que virariam tema de suas obras.

Com a morte do marido e o diagnóstico de artrite, que a impediu de seguir com o bordado, ela decidiu pintar. No começo da carreira, ela usava fósforos e alfinetes nas pinturas.
Em uma entrevista, afirmou: “Qual o propósito de pintar um quadro se não for algo bonito?”. Os temas escolhidos por ela misturam paisagens rurais com memórias pessoais e escondem elementos da industrialização, como tratores e postes de luz.

O colecionador Louis Caldor viu, em uma farmácia, uma obra dela e a levou para Nova York. Em uma mostra, a até então Sra. Moses ganhou o apelido “Grandma” de um crítico do jornal New York Herald Tribune.
Apesar de contestada, usava glitter para representar o brilho da neve em cenas de inverno. Muitos críticos de arte viam semelhança da obra dela com Pieter Bruegel, o Velho.

Grandma Moses exibiu suas obras até os 90 anos e pintava poucos meses antes de falecer aos 101. Há uma data com seu nome no calendário norte-americano, comemorado dia 7 de setembro.