Vaticano inicia nova restauração de “O Juízo Final”, de Michelangelo, na Capela Sistina

A restauração de "O Juízo Final", afresco monumental de Michelangelo na Capela Sistina, foi retomada no Vaticano para remover um filme esbranquiçado de sal que se acumulou sobre a superfície…

A restauração de “O Juízo Final”, afresco monumental de Michelangelo na Capela Sistina, foi retomada no Vaticano para remover um filme esbranquiçado de sal que se acumulou sobre a superfície da obra ao longo das últimas décadas. O fenômeno é resultado da umidade gerada pela presença diária de milhares de visitantes no espaço, que altera as condições microclimáticas da capela.

Segundo os restauradores do Museus do Vaticano, os sais dissolvidos pela condensação acabam migrando para a superfície do afresco e cristalizando sobre a pintura, criando uma camada opaca que compromete a leitura das cores. O trabalho atual utiliza métodos delicados de limpeza com solventes específicos e instrumentos de precisão para retirar os depósitos sem afetar o pigmento original.

Realizado na parede do altar entre 1536 e 1541, o afresco é uma das obras centrais do Renascimento italiano e ocupa mais de 200 metros quadrados da Capela Sistina. A intervenção atual ocorre décadas após a grande restauração da capela concluída em 1994.

A expectativa do Vaticano é que a nova etapa de conservação seja concluída até a Páscoa, garantindo melhores condições de preservação para uma das pinturas mais visitadas e estudadas da história da arte.