
Entre retrospectivas históricas da arte e apostas contemporâneas, nomes como Claude Monet, Edvard Munch e David Hockney compõem o calendário de 2027 da Tate Modern. No centro da programação está “Monet: Painting Time”, primeira grande exposição dedicada ao artista na Tate Modern, que deve revisitar o processo de criação das “Water Lilies” e a obsessão do pintor pela passagem do tempo.
Já Munch aparece em uma leitura menos convencional: sua obra será apresentada a partir de relações com o cinema e a narrativa visual, deslocando o artista do lugar de ícone expressionista para o de contador de histórias.
Mas é Hockney quem ganha um dos gestos mais ambiciosos do programa. Para celebrar seus 90 anos, a Turbine Hall será transformada em uma instalação imersiva com seus cenários de ópera – projetados, animados e acompanhados por música, em uma espécie de cruzamento entre pintura, teatro e tecnologia.
O calendário ainda inclui exposições de nomes como Sonia Boyce, Lynda Benglis, Nalini Malani e a artista argelina Baya, além de um projeto dedicado à tradição da pintura em tinta na Ásia e uma grande mostra sobre arte Tudor, a primeira do tipo em três décadas na Tate Britain.
Anunciado em meio à transição na direção da instituição, o programa reforça a tentativa da Tate de equilibrar cânone e revisão histórica, colocando lado a lado mestres consagrados e narrativas menos centrais na história da arte.