
Na edição de 2026, a SP-Arte apresenta uma nova frente dentro do seu setor de design. Batizada como “Design Now”, a mostra ocupa parte do terceiro andar do Pavilhão da Bienal e reúne dez estúdios dedicados ao mobiliário contemporâneo – nove deles participando da feira pela primeira vez.
A criação do espaço marca um novo momento para o design dentro da SP-Arte, que chega à sua décima edição no evento. Desde sua introdução, o setor cresceu significativamente, passando de 23 para 62 galerias participantes, além de incorporar iniciativas como visitas guiadas, áudios explicativos e exposições temáticas voltadas à ampliação do repertório do público. Ao longo desse processo, o design deixou de ocupar uma área secundária para ganhar escala dentro da feira, ampliando sua visibilidade e consolidando-se como um de seus eixos centrais.
Agora, com o Design Now, o foco se desloca para uma produção contemporânea e independente. Segundo a curadoria, assinada por Livia Debbane e Patricia Dranoff, o recorte privilegia designers que atuam de forma autônoma, acompanhando todas as etapas do processo – do projeto à produção e comercialização.
“São profissionais que conduzem seus próprios negócios, sem uma grande estrutura industrial por trás”, afirma a curadora Livia Debbane. “Esse modelo, bastante presente no Brasil, é parte do que impulsionou o crescimento do design autoral nos últimos anos.”
Quem participa do Design Now
O conjunto de estúdios selecionados apresenta abordagens diversas, que vão da marcenaria à experimentação com novos materiais e tecnologias.
Entre os destaques está a instalação inédita desenvolvida por Andreas Anwander, Alexandre Kissajikian e o Atelier Atlas. Dividindo uma mesma oficina na Barra Funda, em São Paulo, o trio apresenta seu primeiro projeto conjunto na feira, em um trabalho que aproxima mobiliário e arquitetura.

Já o designer Rodrigo Edelstein, à frente da Edel-Stein, apresenta peças em aço que dialogam com o design industrial, com estruturas modulares e desenho funcional. Em outra direção, o cearense Érico Gondim traz uma coleção produzida a partir de resíduos de encanamento urbano, incorporando materiais pouco usuais ao mobiliário.

A pesquisa material também aparece no trabalho de Lilian Malta, que se dedica à produção em porcelana bone china, técnica ainda rara no Brasil, e nas peças de Lucas Neves, cujos móveis exploram formas orgânicas e expressivas.


Com foco em iluminação, Mel Kawahara apresenta luminárias desenvolvidas a partir de estruturas plissadas, enquanto o Studio Anna Machado investiga o uso de impressão 3D com bioplásticos na criação de objetos.

Completam o grupo a Oficina Umauma, de Fernanda Barretto, que enfatiza processos de marcenaria e soluções construtivas aparentes; Vinicius Siega, que apresenta peças inéditas em jacarandá-da-bahia certificado; e Olga Treivas, cuja produção articula memória e técnicas tradicionais, como o trabalho em cristal lapidado e intervenções em madeira.


Serviço
Horários:
9 e 10 de abril: das 12h às 20h
11 de abril: das 11h às 20h
12 de abril: das 12h às 19h
Ingressos:
R$ 120 (inteira)
R$ 60 (meia-entrada)