
No dia 15 de maio, o Brasil assinou a Declaração de Bogotá e passou a integrar oficialmente a Rede Ibero-Americana de Educação Artística e Cultural, a RedArtes. A adesão aconteceu durante o encerramento do Congresso Ibero-Americano de Educação e Formação Artística e Cultural — Artes para a Paz, realizado no Teatro Colón, em Bogotá, na Colômbia.
A RedArtes é uma iniciativa da Organização de Estados Ibero-Americanos em parceria com o governo colombiano, voltada para fortalecer a integração entre cultura e educação nos países membros. A Declaração de Bogotá, assinada por 20 países, estabelece diretrizes para políticas públicas que vinculam arte e cultura ao desenvolvimento sustentável, alinhadas aos marcos da Unesco e da Agenda 2030.
O secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares, representou o Brasil na formalização da rede. Durante o evento, destacou que cultura e educação são “instrumentos estruturantes para construção de sociedades mais democráticas, pacíficas, sustentáveis e humanas” e que “o Brasil vê a criação da RedArtes como uma iniciativa estratégica e necessária.”
O país apresentou no congresso programas como Arte e Cultura na Educação Integral, Escolas Livres de Formação em Arte e Cultura e os Céus das Artes, espaços que unem acesso cultural e formação em áreas vulneráveis. A Colômbia assumiu a presidência pro tempore da rede, enquanto Portugal ficou com a vice-presidência. O congresso reuniu delegações de 23 países.
Como uma das maiores economias culturais da América Latina, com programas de formação artística já em operação em larga escala, o Brasil chega a RedArtes com vasta experiência para contribuir e força para influenciar os rumos das políticas regionais. A participação abre também a possibilidade de intercâmbios mais estruturados com os demais membros do programa, acesso a boas práticas internacionais e maior alinhamento com as agendas globais de cultura e educação. O que ainda está por definir é como essa adesão se traduzirá em ações concretas, e se os programas brasileiros apresentados em Bogotá ganharão, de fato, dimensão ibero-americana.