Maxwell Alexandre abre individual com série que racializa o corpo branco na pintura

"Pintor preto, figuração branca" parte de séries anteriores do artista propor um novo gênero pictórico

Em 2020, Maxwell Alexandre começou a frequentar o Clube de Regatas do Flamengo, na Gávea. O bairro é vizinho da Rocinha, favela onde o artista nasceu e cresceu, mas os mundos que separam um lugar do outro não se medem em distância. E foi ali, nos pátios ensolarados do clube, que se deparou com o tema que reorganizaria toda a sua produção: o corpo branco. Até o momento, sua obra havia sido construída sobretudo em torno da representação de pessoas pretas — em séries como Pardo é Papel, com cenas do cotidiano da favela, e Novo Poder, com figuras negras ocupando espaços institucionais de arte. Só que a virada para a observação dos frequentadores brancos do clube tem algo de um aprofundamento dessas questões por outro ângulo.

O resultado desse percurso chega agora à Almeida & Dale Fradique, em São Paulo, na exposição "pintor preto, figuração branca", a primeira individual do artista na galeria. A mostra...

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