Guia AQA para a 61ª Bienal de Veneza

Um guia completo de informações, exposições e pavilhões para a 61ª edição do evento.

 

A 61ª Bienal de Veneza começa com a instrução para “respirar fundo, expirar, relaxar os ombros, fechar os olhos. Só então: a música continua”. Talvez seja esse o tom que Koyo Kouoh — curadora suíço-camaronesa responsável pela edição — escolheu para uma Bienal que se propõe mais discreta.

“In Minor Keys” [Em Tons Menores] é o título da exposição internacional, e funciona ao mesmo tempo como programa que orienta a edição. Isso porque Kouoh pensou menos em uma Bienal de grandes gestos e narrativas do que uma mostra de “tonalidades menores”. Ou seja, de tons quietos, frequências mais baixas e consolações da poesia. A curadora, afinal, queria algo como ilhas pequenas com ecossistemas ricos. Jardins, pátios, pistas de dança — universos conviviais que nos sustentam especialmente nos momentos mais sombrios.

A exposição foi realizada pela equipe que ela selecionou (já que faleceu em 2025, antes da abertura da exposição) e reúne 110 artistas, duos, coletivos e organizações que refletem o que ela chamava de sua “geografia relacional” — encontros com artistas ao longo de uma vida.

 

An urgent call from artists and curators: 61st International Art Exhibition of La Biennale di Venezia 2026

 

Como a Bienal funciona?

 

Para quem vai à Bienal de Veneza pela primeira vez — ou para quem já foi mas nunca parou para entender exatamente o que está vendo — vale distinguir duas coisas que acontecem simultaneamente e ocupam os mesmos espaços físicos, mas são estruturalmente diferentes.

A exposição internacional é a mostra assinada pelo curador ou curadora convidado pela Bienal para aquela edição. Em 2026, é “In Minor Keys”, concebida por Koyo Kouoh. Ela ocupa o Padiglione Centrale dos Giardini — que reabre após extensa restauração —, grande parte do Arsenale e o Forte Marghera, em terraferma. É aqui que está o argumento curatorial da edição: o que a Bienal quer dizer sobre o momento da arte e do mundo. Os artistas são escolhidos diretamente pela curadoria central, sem mediação de governos ou instituições nacionais.

Os pavilhões nacionais funcionam de outra forma. Cada país participante tem autonomia total para escolher o artista ou os artistas que vai representá-lo, contratar sua própria curadoria e definir o projeto que será apresentado. A Bienal não interfere nessas escolhas. Os países com pavilhões permanentes nos Giardini — construídos a partir de 1907, alguns assinados por arquitetos como Alvar Aalto (Finlândia), Gerrit Rietveld (Países Baixos) e Carlo Scarpa (Venezuela) — ocupam esses espaços históricos. Países sem pavilhão permanente alugam palácios, igrejas, ateliês e espaços institucionais espalhados por toda Veneza, o que faz da cidade inteira um território da Bienal durante os seis meses de duração da mostra. Nesta edição, são 58 países participantes, com pavilhões distribuídos entre Giardini, Arsenale e dezenas de endereços pela cidade.

O resultado é que o visitante transita entre duas lógicas ao mesmo tempo: a da curadoria central, com sua coerência temática e seu argumento próprio, e a de dezenas de apostas nacionais independentes, que podem estar em sintonia com o tema da edição, em tensão com ele ou completamente alheias. Essa sobreposição — às vezes harmônica, às vezes contraditória — é o que torna a Bienal de Veneza diferente de qualquer outra exposição no mundo. Um país pode escolher um artista cujo trabalho dialoga diretamente com “In Minor Keys”; outro pode trazer uma proposta que nada tem a ver com o tema. Ambas convivem nos mesmos jardins.

Há ainda uma terceira camada: os eventos colaterais. São exposições, performances e projetos independentes — organizados por instituições, fundações e coletivos — que acontecem simultaneamente em Veneza durante a Bienal, mas sem vínculo direto com a organização oficial. Nesta edição, entre os mais relevantes estão a exposição de Lorna Simpson na Punta della Dogana, organizada pela Fundação Pinault em colaboração com o Metropolitan Museum of Art — sua primeira grande retrospectiva europeia —, e “Gaza – No Words – See the Exhibit”, organizado pelo Palestine Museum, que apresenta o “Gaza Genocide Tapestry” no Palazzo Mora.

 

Pavilhão do Brasil na Bienal de Veneza.

 

 

Os pavilhões que merecem atenção

Oito pavilhões para acompanhar numa edição que, antes mesmo de abrir, já é marcada por incertezas.

 

Brasil — Comigo Ninguém Pode

Rosana Paulino e Adriana Varejão, com curadoria de Diane Lima. O título é também o nome popular da Dieffenbachia, planta tropical cuja seiva paralisa as cordas vocais. A exposição coloca em diálogo duas das artistas mais importantes da cena brasileira em torno da ferida colonial: Paulino com suas costuras, fotografias sobre tecido acolchoado e instalações que recuperam memórias apagadas pela escravidão; Varejão com seus azulejos rachados que revelam, por baixo, esculturas que sangram como carne exposta. É um dos pavilhões mais esperados da edição.

 

Argentina — Matías Duville

No pavilhão argentino, Matías Duville transforma o desenho em território caminhável, deslocando o gesto gráfico da superfície bidimensional para uma cartografia de sal branco e carvão triturado, ativada pela circulação do público em Monitor Yin Yang. Ao substituir o papel por materiais carregados de temporalidade – o sal como resíduo de oceanos ancestrais, o carvão como matéria orgânica convertida em energia –, o artista encena uma paisagem de desolação controlada, em que cada pegada reescreve o mapa e torna o próprio chão um palimpsesto geológico e político. A escolha é exemplar da edição: um pavilhão que não oferece uma imagem pronta da nação, mas um terreno instável onde a imaginação do visitante, a história ambiental e o presente de incertezas se acumulam em camadas.

 

Canadá — Abbas Akhavan

O pavilhão do Canadá, representado por Abbas Akhavan, opera na chave dos deslocamentos geopolíticos e da arquitetura como dispositivo de poder, reforçando a dimensão espacial da edição. Nascido em Teerã e baseado entre Montreal e Berlim, o artista construiu uma prática que responde às características específicas de cada local – arquiteturas, economias e fluxos humanos –, explorando como a política atravessa o desenho de jardins, interiores domésticos e ruínas institucionais. Em Veneza, essa abordagem promete transformar o pavilhão numa espécie de estudo de caso sobre como se territorializam conflitos e assimetrias, ecoando tanto as tensões globais quanto a própria história da Bienal como espaço de representação nacional.

 

Reino Unido — Lubaina Himid

O pavilhão britânico chega a Veneza com uma das escolhas mais carregadas de significado simbólico da edição. Lubaina Himid, nascida em Zanzibar em 1954 e criada no Reino Unido, é uma das figuras centrais do movimento Black British Art que emergiu nos anos 1980 e que, por décadas, operou às margens das instituições que agora a celebram. Pintora, ceramista e ativista cultural, sua obra atravessa quatro décadas de investigação sobre presença negra na história da arte europeia, sobre o que é apagado dos arquivos e sobre como a pintura pode funcionar como ato de restituição. Em Veneza, a expectativa é que o pavilhão opere nessa mesma chave — menos como vitrine nacional e mais como revisão do que a própria Bienal, ao longo de seus mais de cem anos de história, escolheu não ver.

 

Egito — Armen Agop

Já o Egito aposta em um gesto radicalmente concentrado com Armen Agop e seu Silence Pavilion: Between the Intangible and the Tangible, um projeto que reivindica a tradição de uma arte mística voltada ao invisível. Pintor e escultor nascido no Cairo, Agop trabalha a partir da economia de meios e da repetição meditativa, criando superfícies quase ascéticas que convidam à desaceleração e à percepção do imperceptível – uma postura frontalmente anti-espetacular em meio à saturação visual da Bienal. Nesse contexto, o silêncio proposto pelo pavilhão egípcio não é ausência, mas um método de atenção: a tentativa de sintonizar o visitante com escalas temporais e espirituais que escapam à cronologia acelerada da cultura global.

 

França — Yto Barrada

O pavilhão francês, com Yto Barrada, condensa duas décadas de uma prática que vai da fotografia e do cinema à escultura, aos livros de artista e a iniciativas para-institucionais, sempre orbitando em torno de histórias menores, geopolíticas fronteiriças e pedagogias alternativas. Nascida em Paris e criada em Tânger, Barrada foi escolhida por um júri que destacou sua capacidade de reunir comunidades artísticas e sociais distintas na busca por “uma nova utopia”, o que a aproxima diretamente do tom menor, mas insistentemente político, da edição. Se a Bienal de 2026 parece desconfiar das grandes narrativas, o projeto francês tende a mostrar como estruturas de apoio, jogos educativos e arquivos afetivos podem ser ferramentas para imaginar formas de futuro em escala humana.

 

Alemanha — Sung Tieu e Henrike Naumann

O pavilhão alemão, assinado por Sung Tieu e Henrike Naumann sob curadoria de Kathleen Reinhardt, talvez seja um dos exemplos mais claros de como a edição mobiliza o passado recente como campo de disputa. Tieu, nascida no Vietnã, vem examinando nas suas instalações a violência e a paranoia incrustadas em arquiteturas burocráticas supostamente neutras, enquanto Naumann constrói ambientes que lembram salas de estar e showrooms, usando mobiliário como índice das transições entre socialismo real, neoliberalismo e extremismos contemporâneos. Juntas, elas transformam o pavilhão em um cenário ambíguo, onde o design doméstico e o vocabulário corporativo expõem fantasmagorias de responsabilidade histórica, agência individual e nostalgia autoritária – temas que ressoam fortemente na Europa de 2026.

 

Marrocos — Amina Agueznay

Estreando com pavilhão oficial próprio, Marrocos escolhe Amina Agueznay para ancorar um projeto profundamente enraizado em saberes artesanais e arquiteturas vernaculares, mas atento às negociações contemporâneas de identidade e território. Formada em arquitetura em Washington e atuante como designer de joias, a artista desenvolveu uma prática multimídia em colaboração com artesãs e artesãos marroquinos, rearticulando técnicas tradicionais em instalações que tensionam o limite entre ornamento e estrutura. Em Veneza, o projeto Asǝṭṭa propõe o pavilhão como limiar – um espaço limítrofe entre dentro e fora, passado e futuro, local e global –, fazendo do threshold não apenas metáfora, mas condição concreta para pensar o lugar de Marrocos na cartografia da arte contemporânea.

 

Dentre os pavilhões, vale lembrar que há 7 debutantes nesta edição (e que podem surpreender):

  • Guiné
  • Guiné Equatorial
  • Nauru
  • Catar
  • Serra Leoa
  • Somália
  • Vietnã

 

Joseph Kosuth alla Casa dei Tre Oci: se il linguaggio non è neutrale | il Nord Est
Individual de Joseph Kosuth na Casa dei Tre Oci.

 

Exposições paralelas que valem o desvio

Veneza durante a Bienal é também a cidade mais densa do mundo em termos de arte contemporânea fora dos pavilhões. Além da programação oficial, uma constelação de exposições independentes ocupa palácios, museus e igrejas por toda a cidade. Cinco merecem atenção especial.

 

Marina Abramović — “Transforming Energy”

Gallerie dell’Accademia, 6 de maio a 19 de outubro

A performance artista sérvia se torna a primeira mulher viva a ter uma exposição dedicada nas Gallerie dell’Accademia — quase trinta anos depois de ter sido a primeira mulher a ganhar o Leão de Ouro na Bienal de 1997. A mostra, que estreou em Xangai no ano passado, ocupa tanto os espaços permanentes quanto os temporários do museu e coloca seu trabalho em diálogo direto com as obras renascentistas da coleção. A justaposição mais aguardada é entre sua fotografia “Pietà (com Ulay)”, de 1983, e o último quadro inacabado de Ticiano — a própria Pietà, de cerca de 1575–76, que completa 450 anos este ano. Dois tratamentos do mesmo tema, separados por quatro séculos, dividindo a mesma parede.

 

The exhibition Transforming Energy di Marina Abramović at the Gallerie dell' Accademia di Venezia | Gallerie dell'Accademia di Venezia

 

Lee Ufan — “Lee Ufan”

SMAC — San Marco Art Centre, Piazza San Marco 105, 9 de maio a 22 de novembro

Evento colateral oficial da Bienal, a retrospectiva do artista sul-coreano na Piazza San Marco celebra seus 90 anos e sete décadas de prática, com oito galerias percorrendo o arco de sua trajetória como figura central do movimento japonês Mono-ha. No centro da mostra está uma comissão site-specific inédita. O ponto alto é “Relatum (formerly Iron Field)” (1969/2019): uma cama de hastes de ferro aninhadas em areia que parecem tão leves quanto algas apesar de sua materialidade sólida. Um antídoto eficaz para quem sair sobrecarregado dos Giardini.

 

LEE UFAN

 

Joseph Kosuth — “The-exchange-value-of-language-has-fallen-to-zero”

Casa dei Tre Oci, Giudecca, 28 de março a 22 de novembro

Kosuth participou de oito Bienais e tem obras em exposição permanente em duas instituições venezianas. Agora atravessa o canal para a Giudecca, onde a Casa dei Tre Oci abre uma exposição que começa com um novo trabalho em néon envolvendo o térreo e continua, no andar superior, com fotografias, textos e instalações que investigam como construímos significado a partir da linguagem. Seminal: “The Fifth Investigation” (1969), com seus quebra-cabeças impressos em fichas, e “Text/Context” (1979), que usou outdoors como espaço expositivo. Para quem se interessa pela herança conceitual dentro da qual boa parte da arte da Bienal opera.

 

Joseph Kosuth a Venezia: il linguaggio tra oggetto e contesto

 

Sanya Kantarovsky — “Basic Failure”

Istituto Veneto di Scienze, Lettere ed Arti, Palazzo Loredan, 6 de maio a 22 de novembro

O artista russo radicado em Nova York produz obras que combinam a tradição da pintura europeia com o humor mordaz da sátira soviética e da literatura do Leste Europeu — figuras arquetípicas ao mesmo tempo distantes e suplicantes, delicadas e macabras. Em Veneza, Kantarovsky cria intervenções site-specific para os espaços históricos do palazzo e estreia um novo conjunto de pinturas, cerâmicas e uma escultura feita em colaboração com um ateliê de vidro de Murano. Uma das exposições mais singulares da programação paralela, exatamente porque não tenta se alinhar a nenhuma narrativa dominante da edição.

 

Sanya Kantarovsky | Capitain Petzel

 

Lorna Simpson — “Third Person”

Punta della Dogana, 29 de março a 22 de novembro

A maior exposição europeia da artista americana — organizada pela Fundação Pinault em colaboração com o Metropolitan Museum of Art — reúne pinturas, colagens, vídeos, instalações e esculturas de uma prática que atravessa décadas de investigação sobre memória, identidade negra e representação. Algumas das pinturas de figuras etéreas que Simpson estreou na Bienal de 2015 retornam a Veneza, agora acompanhadas de obras criadas especialmente para os espaços únicos da Punta della Dogana. A mostra teve sua primeira versão no Met, sob o título “Source Notes”, e foi atualizada para esta versão veneziana.

 

Lorna Simpson at Punta della Dogana in Venice - Hauser & Wirth

 

 

Pela cidade: projetos que transformam Veneza em extensão da Bienal

 

Uma das características mais singulares da Bienal de Veneza é que ela transborda inevitavelmente para fora dos Giardini e do Arsenale. A cada edição, a cidade inteira se torna território expositivo — canais, igrejas, ilhas abandonadas e ruas estreitas passam a abrigar projetos que não cabem em nenhuma categoria convencional. Quatro merecem atenção nesta edição.

From monumental glass sculptures to a lagoon in the sky: what to see beyond the Venice Biennale pavilions - The Art Newspaper - International art news and events

 

Fondazione Sandretto Re Rebaudengo

Ilha de San Giacomo, a partir de 7 de maio

A colecionadora e mecenas italiana Patrizia Sandretto Re Rebaudengo conclui anos de requalificação de San Giacomo, uma ilha abandonada na lagoa norte de Veneza que não funcionava desde os anos 1960. Os antigos depósitos de pólvora da era napoleônica foram convertidos em espaços expositivos e inauguram com a primeira exposição individual italiana do artista britânico Matt Copson, cujas instalações exploram ciclos de vida e questões existenciais através de dispositivos teatrais. Uma exposição coletiva paralela apresenta obras da coleção Sandretto Re Rebaudengo, incluindo comissões site-specific integradas à ecologia mutável da ilha. É um dos projetos mais ambiciosos da temporada — e um dos mais distantes do circuito central, o que faz parte da proposta.

 

Marea — Melissa McGill

Corte Nova, entre os Giardini e o Arsenale, 30 de abril a 10 de maio

A artista americana Melissa McGill transformou um gesto cotidiano — a roupa estendida nos varais que cruzam as ruas venezianas — em intervenção cívica sobre o colapso climático. Na Corte Nova, aproximadamente cem pinturas criadas com moradores e estudantes da Universidade Iuav de Veneza foram suspensas entre as fachadas, ondulando em azuis e verdes de lagoa sobre a cabeça dos pedestres. A obra evoca diretamente a acqua alta e a ameaça permanente que a elevação do nível do mar representa para Veneza — cidade que é ela mesma um símbolo do que está em jogo. A duração curta, de apenas dez dias, é parte da lógica da peça.

 

Chihuly: Venice 2026

Istituto Veneto di Scienze, Lettere ed Arti e Grand Canal, 5 de maio a 14 de novembro

O artista americano Dale Chihuly retorna à cidade que ajudou a definir sua prática nos anos 1990 com uma exposição que combina presença institucional e espetáculo urbano. Três instalações monumentais ao longo do Grande Canal são visíveis da Ponte dell’Accademia — entre elas, a “Gold Tower” (2025) no Palazzo Franchetti, com tentáculos ondulantes em vidro que sobem nove metros. É, declaradamente, uma celebração do vidro veneziano como linguagem artística e como identidade da cidade. Para quem quer ver Veneza sendo usada como cenário de forma completamente diferente dos pavilhões.

 

Wallace Chan — “Vessels of Other Worlds”

Capela de Santa Maria della Pietà, 8 de maio a 18 de outubro

O artista e designer de joias Wallace Chan instala três esculturas em titânio modeladas sobre vasos sagrados — Olea Sancta — na Capela de Santa Maria della Pietà, com detalhes que incluem flores e figuras em miniatura no interior das superfícies. Elementos suspensos que lembram gotas de óleo em movimento conferem ao espaço uma sensação de liquidez. Uma videotríptica conecta as obras venezianas a contrapartes monumentais que abrirão em julho no Long Museum de Xangai. É um dos projetos mais inusitados da temporada — joia em escala arquitetônica, num espaço sacro, em diálogo com uma outra cidade que a Bienal raramente convoca.

 

Biennale Arte 2026 | Collateral Events (procedure 2026)

 

Informações práticas

 

A Bienal funciona de 9 de maio a 22 de novembro de 2026, nos Giardini e no Arsenale.

Horário de verão, até 27 de setembro: das 11h às 19h.

Horário de outono, a partir de 29 de setembro: das 10h às 18h.

Fechado às segundas-feiras, exceto em 11/05, 01/06, 07/09 e 16/11.

O Arsenale tem abertura estendida até as 20h nas sextas e sábados durante o verão.

 

Ingresso inteiro: €30.

Reduzido para estudantes e menores de 26 anos: €16.

Ingresso para três dias consecutivos: €40.

Ingresso semanal: €50.

Crianças até 6 anos entram gratuitamente.

Os pavilhões nacionais fora dos Giardini e do Arsenale têm horários e políticas de entrada próprios — vale consultar o mapa oficial da Bienal antes de planejar o roteiro.