Artefatos da cidade perdida do Egito estreiam nos EUA em exposição no de Young Museum

"Treasures of the Pharaohs" reúne 130 artefatos de instituições egípcias, incluindo peças inéditas escavadas em Aten, cidade construída pelo avô de Tutancâmon e redescoberta em 2020

Foto: Massimo Listri, Cortesia do Museu de São Francisco

Em 2020, arqueólogos egípcios anunciaram a descoberta de Aten, a “cidade dourada” perdida construída pelo faraó Amenhotep III no século 14 a.C. e abandonada por seu filho herege Akhenaton. “Não acho que seja possível exagerar”, disse Salima Ikram, chefe da unidade de egiptologia da Universidade Americana do Cairo, quando o achado foi revelado. “É de tirar o fôlego.” Este verão, dezenas de relíquias escavadas no local chegam aos Estados Unidos pela primeira vez.

A exposição “Treasures of the Pharaohs”, que estreia em 1º de agosto no de Young Museum, em São Francisco, reúne 130 artefatos emprestados por instituições egípcias como o Museu Egípcio do Cairo e o Museu de Luxor, cobrindo um arco temporal que vai das origens do Egito antigo, por volta de 3100 a.C., até o Terceiro Período Intermediário (1076–655 a.C.). O catálogo foi escrito pelo renomado arqueólogo Zahi Hawass. A mostra teve sua estreia mundial em Roma, em novembro passado.

O percurso se divide em oito galerias e seis seções temáticas, abordando desde o conceito de faraó e a hierarquia da corte até a espiritualidade, a vida cotidiana e os rituais funerários. Um núcleo exclusivo é dedicado às 20 peças inéditas provenientes da cidade dourada, entre elas moinhos de pedra, vasos de vidro e estatuetas de calcário, objetos que oferecem uma janela rara para o dia a dia da civilização egípcia.

Para o de Young, a aposta faz sentido: a última exposição itinerante egípcia recebida pelo museu, “Ramses the Great and the Gold of the Pharaohs” (2022), foi a mais visitada desde 2019, com mais de 312 mil visitantes. A mostra fica em cartaz até 31 de janeiro de 2027.

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