Exposição de Frida Kahlo na Tate Modern bate recorde de pré-venda

"Frida: The Making of an Icon" supera a marca da retrospectiva de Hockney de 2017 antes mesmo de abrir, em julho, com mais de 30 obras da artista e um olhar sobre como ela se tornou fenômeno global

Foto: Cortesia do Tate Modern

Frida Kahlo já ostenta recordes de leilão para artistas mulheres, inspira uma série da Netflix e é tema de ópera. Agora tem mais um: a exposição “Frida: The Making of an Icon”, que abre em 25 de julho na Tate Modern, pré-vendeu 41 mil ingressos, número recorde na história do museu londrino. A marca supera os 32 mil da retrospectiva de David Hockney em 2017.

“Estamos bastante impressionados com isso”, disse Catherine Wood, diretora interina da Tate Modern.

Organizada em parceria com o Museum of Fine Arts de Houston, a mostra se propõe a ser a primeira a investigar como Kahlo se transformou num ícone global. O percurso reúne mais de 30 obras da artista, além de fotografias documentais, objetos pessoais e trabalhos de outros artistas que refletem sua influência. Entre os destaques estão “Self-Portrait with Velvet Dress” (1926), “Self-Portrait with Loose Hair” (1938) e “The Frame” (1938), adquirida pelo Estado francês após sua exposição em Paris a convite de André Breton.

A mostra também aborda a “Fridamania”: a comercialização da imagem da artista em produtos como tequila, perfumes e até uma boneca Barbie. Um fenômeno que a sobrinha-neta da artista, Cristina Kahlo, considera uma “faca de dois gumes” que “de certa forma distorce o que ela realmente era: uma grande artista.”

Além das obras de Kahlo, a exposição inclui trabalhos de artistas influenciados por ela ao longo das décadas, de Judy Chicago e Ana Mendieta a Yasumasa Morimura e Kiki Smith.