
Coproduzida pelo Centre Pompidou e pela GrandPalaisRmn, a exposição apresenta pela primeira vez na França a obra de Hilma af Klint (1862–1944), pioneira da abstração que permaneceu durante décadas à margem da história da arte. Formada na Real Academia de Belas-Artes de Estocolmo, af Klint levou uma dupla vida artística: uma prática figurativa em conformidade com as expectativas de seu tempo e, em segredo, uma produção radicalmente vanguardista alimentada pela teosofia e pelo espiritualismo. A partir de 1906 — antes de Kandinsky ou Malevich —, ela criou composições ousadas em que cores vibrantes, formas geométricas e motivos orgânicos anteciparam as grandes correntes da arte moderna. A mostra apresenta seu trabalho central, as Pinturas para o Templo, incluindo a série monumental As Dez Maiores, e ilumina as múltiplas fontes de inspiração da artista — esoterismo, arte popular e cultura científica — além de examinar o papel historicamente negligenciado das mulheres na arte moderna. A obra de af Klint só foi revelada ao público em 1986, quarenta anos após sua morte, conforme ela própria havia determinado.
