
A Vila Cultural Cora Coralina reúne 60 gravuras de quatro nomes fundamentais das artes visuais brasileiras, com obras produzidas entre as décadas de 1960 e 2000. A mostra propõe um panorama de matrizes culturais distintas: as 30 serigrafias raras da série O Compadre de Ogum, de Carybé, que dialogam com a literatura de Jorge Amado e revelam o sincretismo religioso de Salvador; a série Festa Popular, de Antônio Poteiro, com obras de cores intensas que celebram religiosidade e folclore a partir da arte naïf; a série Visões Rupestres, de Siron Franco, que conecta as inscrições ancestrais do Cerrado goiano à memória e resistência dos povos originários; e dez gravuras de Juarez Machado, cuja linguagem combina humor, surrealismo e ironia para retratar o cotidiano urbano. Para Siron Franco, a exposição é uma oportunidade rara de acesso a conjuntos completos de gravuras que geralmente permanecem em acervos particulares.
