O mercado de arte asiático voltou a ganhar fôlego em Hong Kong. Com o início da temporada de março de 2026, não há muita dúvida de que os leilões funcionariam como uma verdadeira prova dos nove para o setor depois de um ano de baixa histórica na região, em 2025. As casas de leilão entregaram resultados acima do esperado, mas ancorados em poucos troféus e em estratégias cada vez mais afinadas para um público regional exigente e, felizmente, mais avesso à especulação.
Nos leilões noturnos de arte moderna e contemporânea de março, Christie’s, Sotheby’s e Phillips somaram cerca de HK$ 1,25 bilhão em vendas — aproximadamente 160 milhões de dólares — em Hong Kong, com resultados considerados robustos depois de dois anos de correção. Em um fim de semana, as três casas chegaram a cerca de HK$ 1,29 bilhão (165 milhões de dólares) apenas com as vendas noturnas, alinhadas pela primeira vez no calendário, o que reforça a cidade como principal hub do mercado de arte na região Ásia-Pacífico.
E o grande símbolo da temporada foi o leilão white glove da Sotheby’s. Nele, 100% dos 54 lotes oferecidos na noite de arte moderna e contemporânea foram vendidos, com um total de HK$ 548,4 milhões (cerca de 70,3 milhões de dólares), alta de mais de 50% em relação ao equivalente de março de 2025. Christie’s também atingiu 100% de vendas por lote, somando...