
Pesquisadores da Universidade Politécnica de Hauts-de-France, em Valenciennes, publicaram um estudo apresentando uma nova técnica não invasiva para autenticar obras de arte e identificar possíveis falsificações. O método, descrito na edição de junho de 2026 do periódico Surface Topography: Metrology and Properties, aplica a metrologia de superfície, campo desenvolvido principalmente para engenharia industrial, ao contexto da autenticação artística.
A abordagem analisa a textura e a topografia das pinceladas por meio de varreduras de altíssima resolução, comparando dimensões fractais que seriam imperceptíveis a olho nu. “Isso nos dá uma impressão digital mensurável do trabalho de pincel de um artista sem precisar amostrar ou disturbar a pintura”, explicou o pesquisador Francois Berkmans ao site científico Phys.org.
Para demonstrar o método, a equipe analisou nove pinturas de Van Gogh e o aplicou a dois casos disputados: uma falsificação conhecida, que foi identificada como “outlier significativo”, e “Sunset at Montmajour”, obra autenticada pelo Museu Van Gogh de Amsterdã em 2013. Em ambos os casos, os resultados foram consistentes com as conclusões já estabelecidas.
Os autores do estudo não pretendem substituir a curadoria tradicional, mas complementá-la com dados objetivos e reproduzíveis.