
O Museu do Louvre anunciou o início do restauro completo do célebre ciclo de Maria de Médici, de Peter Paul Rubens, um dos conjuntos mais ambiciosos da pintura europeia, em um projeto descrito como o maior já realizado pelo departamento de pinturas da instituição.
Composto por 24 telas monumentais, o ciclo será restaurado in situ, na própria Galerie Médicis, que será transformada em um espaço híbrido entre sala expositiva e laboratório. A intervenção deve durar cerca de quatro anos
A decisão vem após anos de estudos técnicos que identificaram problemas estruturais e visuais nas obras, incluindo o amarelamento dos vernizes e intervenções anteriores que passaram a comprometer a leitura das pinturas
Encomendado em 1621 por Maria de Médici, o ciclo é considerado uma das maiores realizações de Rubens, tanto pela escala quanto pela complexidade narrativa, reunindo episódios históricos e alegóricos da vida da rainha em cerca de 293 metros quadrados de pintura
O projeto prevê análises científicas aprofundadas, estabilização das estruturas e limpeza das superfícies, sob supervisão de um comitê internacional. A intervenção também marca uma mudança na abordagem institucional: ao realizar o restauro dentro da galeria, o Louvre aproxima o público de um processo tradicionalmente invisível.