20 anos depois, roubo histórico em museu no Rio segue sem solução após prescrição do crime

O roubo de quatro obras-primas do acervo do Museu da Chácara do Céu, no Rio de Janeiro, voltou ao debate após a prescrição do crime, que completa duas décadas sem…

O roubo de quatro obras-primas do acervo do Museu da Chácara do Céu, no Rio de Janeiro, voltou ao debate após a prescrição do crime, que completa duas décadas sem solução. Em fevereiro de 2006, pinturas de Claude Monet, Henri Matisse, Salvador Dalí e Pablo Picasso foram roubadas durante o carnaval em um assalto considerado um dos mais audaciosos da história da arte no Brasil.

Entre as obras levadas estavam “Marine”, de Monet, “Luxembourg Garden”, de Matisse, “Le Jardin”, de Picasso, e “Dois Balcões”, de Dalí. O crime ocorreu enquanto a cidade estava tomada pelas festividades carnavalescas, quando homens armados invadiram o museu localizado em Santa Teresa e levaram as pinturas em poucos minutos.

Apesar da repercussão internacional, nenhuma das obras foi recuperada. Com o passar dos anos, investigações esfriaram e, segundo especialistas ouvidos pela imprensa internacional, o caso nunca recebeu a prioridade necessária das autoridades. Agora, com a prescrição do crime, as chances de responsabilização judicial se encerram oficialmente.

O episódio permanece como um dos maiores furtos de arte da América Latina e evidencia fragilidades históricas na proteção do patrimônio cultural brasileiro. Mesmo duas décadas depois, o paradeiro das obras segue desconhecido.