O crítico e historiador de arte americano — que ficou popular depois de um ensaio de 1967 intitulado "Art and Objecthood" e pela sua trilogia sobre a pintura francesa do século XVIII e XIX — é dado a construções longas, autocitações abundantes e ao prazer evidente de percorrer seus próprios argumentos como quem observa um mapa que já conhece muito bem. "Why Photography Matters as Art as Never Before" (2008) não é exceção, e quem chegar esperando um manual introdutório à fotografia contemporânea vai se surpreender. Trata-se, na verdade, de um livro de tese, denso e exigente, que coloca a grande fotografia produzida a partir dos anos 1970 no interior de uma questão que Fried persegue desde os anos 1960: a tensão entre absorção e teatralidade.
A tese central do livro é que quando artistas como Jeff Wall, Thomas Struth, Rineke Dijkstra, Hiroshi Sugimoto e Thomas Demand começaram a produzir fotografias em grande formato para exibição em parede, a fotografia...