
O projeto estreia em junho com exibição gratuita das três obras que compõem a trilogia na plataforma videobrasil.online: “VIGILANTE_EXTENDED” (2022), “BUGs” (2023) e “echoes of a wet finger:” (2024). Disponíveis até 3 de agosto, os vídeos vêm acompanhados de textos e materiais críticos produzidos por Diniz que aprofundam o universo conceitual de Cribb.
A trilogia investiga os efeitos psicológicos da hiperconectividade e os mecanismos de vigilância contemporâneos. Para Diniz, a perspectiva de Cribb como mulher negra não é acessória ao trabalho: “É como uma mulher negra que ela olha, investiga e pensa criticamente a tecnologia”, disse a curadora, apontando como os vídeos conectam o universo digital à herança física da colonialidade.
“Diante das obras, reconhecemo-nos como insetos girando ao redor de uma lâmpada e, assim, percebemos quão fantasiosa é a discursividade iluminista que persiste em atribuir exclusivamente a alguns humanos — e suas sociedades — a pretensa capacidade de iluminar a vida alheia”, destaca Clarissa. “Nesses trabalhos, a generificação da tecnologia adquire protagonismo por meio da figura alegórica da ‘vigilante’, uma espécie de versão 3.0 e igualmente interespécie da Medusa. A avatar, cujo corpo é recoberto por olhos e orelhas, conduz os espectadores através de uma distópica aventura que atravessa aspectos como a obsessão com o olhar da alteridade, a disforia e o fascínio com o erro, a metamorfose e a inversão de perspectivas entre o eu e o outro, presas e predadores”.
Em julho, o projeto sai da tela e chega às ruas. BUGs será projetado em looping na empena do MAC-USP, em São Paulo.
