
As vendas de destaque realizadas em Hong Kong durante a semana de arte alcançaram US$ 164,9 milhões, um aumento de 18% em relação ao ano anterior, reforçando sinais de recuperação no segmento de alto padrão do mercado global.
O crescimento foi impulsionado principalmente por obras de alto valor — os chamados trophy works — que continuam atraindo colecionadores da Ásia, mesmo em um cenário de cautela generalizada entre galerias e feiras.
Embora a Art Basel Hong Kong tenha registrado vendas mais moderadas, o desempenho dos leilões indica uma dinâmica distinta: o topo do mercado segue ativo e resiliente, concentrando grande parte do volume financeiro.
O resultado reforça o papel de Hong Kong como um dos principais polos do mercado internacional, especialmente para transações de alto valor, mesmo diante de oscilações recentes e de um ambiente econômico global ainda instável.
Ao mesmo tempo, o contraste entre o desempenho das casas de leilão e o ritmo mais contido das galerias sugere uma reorganização em curso, na qual a confiança dos compradores se concentra em obras consagradas e artistas já estabelecidos