Sotheby’s Londres oferece dois Monets com proveniência de coleções Rockefeller e Bass por até 67 milhões

"Nymphéas" (1907) e retrato de Camille integram leilão de 24 de junho e vêm do mesmo vendedor anônimo, ambos retornando ao mercado poucos anos após suas últimas vendas

A Sotheby’s de Londres colocará à venda em 24 de junho dois Monets com proveniência de coleções icônicas do colecionismo americano. As obras vêm do mesmo vendedor não identificado e integram a sessão de arte moderna e contemporânea da casa.

Foto: Cortesia Sotheby’s

O primeiro lote é “Nymphéas” (1907), estimado entre 30 e 40 milhões de libras, pertencente à coleção da filantropa e colecionadora Anne Bass. A tela quase quadrada de quase três metros de altura mergulha diretamente na superfície do lago com nenúfares, eliminando as margens e beirando a abstração pura. A obra esteve em exibição pública apenas duas vezes: em Paris, em 1909, e em Nova York, em 2010. Em 2022, na venda da coleção Bass pela Christie’s de Nova York, a obra alcançou 56,5 milhões de dólares, valor acima da estimativa atual.

Foto: Cortesia Sotheby’s

O segundo lote, “Camille assise sur la plage à Trouville” (1870–71), estimado entre 7 e 10 milhões de libras, pertenceu à coleção de Peggy e David Rockefeller. O retrato da esposa do artista nunca foi exposto nem leiloado no Reino Unido. Na venda histórica da coleção Rockefeller pela Christie’s em 2018, foi arrematado por 12,1 milhões de dólares. “É uma pintura que você esperaria encontrar num museu”, disse Helena Newman, presidente da Sotheby’s Europa. Outras versões de Camille na mesma praia integram os acervos do Musée Marmottan, da National Gallery e do Yale University Art Gallery.

O recorde de Monet em leilão é de 110,7 milhões de dólares, alcançado pela Sotheby’s Nova York em 2019 com “Meules” (1891).