Pace Gallery assume representação do espólio de Brâncuși às vésperas de escultura ir a leilão por 100 milhões de dólares

Anúncio coincide com a chegada a leilão na Christie's de "Danaïde" (1913), peça da coleção S. I. Newhouse considerada uma das obras mais caras da semana de vendas em Nova York

Foto: Getty Images

Horas antes de uma escultura de Constantin Brâncuși estimada em 100 milhões de dólares ir a leilão na Christie’s, a Pace Gallery anunciou que passa a representar globalmente o espólio do modernista romeno. O timing não é coincidência: a obra em questão, “Danaïde” (1913), pertenceu à coleção do editor S. I. Newhouse e é um dos lotes mais aguardados da semana de vendas em Nova York.

A Pace, uma das maiores galerias do mundo, se une ao espólio num momento em que uma grande retrospectiva de Brâncuși organizada pelo Centre Pompidou percorre o mundo. Depois de estrear em Paris em 2024, a mostra está em cartaz na Neue Nationalgalerie, em Berlim, e chega ao MoMA, em Nova York, ainda neste ano. Para mais tarde em 2026, a galeria prepara uma exposição do artista em Londres, com empréstimos de museus e obras disponíveis no mercado secundário.

Considerado o pai da escultura moderna, Brâncuși é conhecido por uma linguagem minimalista que reduz formas familiares ao essencial: um pássaro num arco de mármore, uma cabeça adormecida em bronze, um casal se beijando num bloco de gesso. Morto em 1957, o artista deixou um espólio que ao longo dos anos gerou controvérsia pela produção de fundições póstumas de suas esculturas, levantando questões sobre intenção artística e autoria. Segundo reportagem recente do Artnet News, o espólio não possui mais esculturas originais que planeje vender.

“É uma honra começar a trabalhar com o espólio de Brâncuși”, disse Marc Glimcher, CEO da Pace. “Como pai da escultura moderna, suas contribuições ao meio não podem ser subestimadas.”

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