Malásia exibe obras de Picasso e Miró recuperadas do escândalo bilionário 1MDB

Peças repatriadas dos Estados Unidos integram esforços para recuperar ativos desviados no maior caso de corrupção da história do país

Foto: MOHD RASFAN/AFP VIA GETTY

A Malásia apresentou publicamente quatro obras de arte recuperadas no âmbito do escândalo financeiro envolvendo o fundo soberano 1MDB, um dos maiores casos de corrupção já investigados internacionalmente. Entre as peças estão trabalhos de Pablo Picasso e Joan Miró, exibidos pela primeira vez desde sua repatriação dos Estados Unidos.  

As obras foram recuperadas pela Comissão Anticorrupção da Malásia como parte dos esforços para rastrear e devolver ativos comprados com recursos desviados do fundo estatal 1Malaysia Development Berhad (1MDB). Segundo investigadores norte-americanos, mais de US$ 4,5 bilhões teriam sido desviados entre 2009 e 2014 em uma rede internacional de lavagem de dinheiro.  

O conjunto recuperado inclui a gravura L’Ecuyère et les clowns (1961), de Picasso; Composition (1953), de Miró; além de obras de Maurice Utrillo e Balthus. As quatro peças estão avaliadas em aproximadamente US$ 198 mil.  

As autoridades afirmam que as obras eram mantidas anteriormente em casas de leilão como Sotheby’s e Christie’s, após terem sido apreendidas durante as investigações conduzidas em colaboração com o FBI e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.  

Segundo Azam Baki, chefe da Comissão Anticorrupção da Malásia, os trabalhos possuem não apenas valor financeiro, mas também importância simbólica por representarem um marco do maior escândalo de corrupção da história do país. As peças poderão futuramente integrar exposições públicas na Galeria Nacional da Malásia antes de eventualmente serem leiloadas.  

Até o momento, a Malásia afirma ter recuperado cerca de US$ 7,9 bilhões em ativos relacionados ao caso 1MDB, o equivalente a aproximadamente 75% dos bens identificados pelas autoridades.

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