Frieze New York abre com mercado em alta e novos compradores no comando

Mercado americano cresce 5% em 2025 e volta a respirar depois de dois anos de queda, enquanto um colecionador mais jovem redefine o que significa ser comprador de arte na cidade

Em novembro do ano passado, um retrato de Gustav Klimt foi vendido por US$ 236,4 milhões na sessão inaugural da nova sede da Sotheby’s no antigo edifício Breuer, em Madison Avenue. Foi a maior cifra do ano no mercado de arte e o tipo de manchete que devolve confiança a um sistema que vinha já esquecendo do que é apostar no próprio taco. Só que bastante coisa também mudava entre o que rolava na cidade vinte quarteirões ao sul.

Os números organizam o quadro. O Art Basel and UBS Global Art Market Report 2026 registra que os Estados Unidos retomaram em 2025 sua trajetória de expansão depois de dois anos de queda, com vendas que alcançaram US$ 26 bilhões — alta de 5% em relação aos anos anteriores e de 44% na sua participação no mercado global. As vendas de obras acima de US$ 10 milhões cresceram quase 40% no país. Mas o dado decisivo está mais no fato de que 49% dos clientes que compraram nas galerias americanas em 2025 eram novos, alta de cinco pontos sobre 2024. Entre as galerias menores, com faturamento abaixo de US$ 500 mil, essa proporção sobe para 60%. Ou seja, praticamente metade do mercado nova-iorquino que abre a Frieze nesta quarta-feira é composto de gente que estava fora do tabuleiro até pouco tempo atrás.

Mas esse comprador novo não veio das tradicionais salas de Park Avenue, que sempre dominaram a concentração de renda no circuito americano, ele vem do...

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