
No conjunto inédito de 12 obras, Kachani revisita criticamente a construção histórica do país, propondo outra leitura a partir de povos originários, africanos escravizados e imigrantes europeus, cujas experiências foram em grande parte silenciadas no discurso oficial. Com curadoria de Ícaro Ferraz Vidal Junior, a mostra tem abertura no dia 16 de outubro, às 18h. Inspirado no procedimento de Michel Onfray ao formular uma “contra-história” da filosofia, Kachani desloca o foco do cânone para protagonistas invisibilizados. “Nestes trabalhos, tento recontar, por meio de alusões e símbolos, a história do País pelos olhos dos povos que, embora tenham formado ou construído o Brasil, não participaram da elaboração da História
Brasileira”, afirma o artista. Em seu vocabulário visual, materiais naturais e artefatos culturais se entrelaçam, reabrindo
disputas sobre quem nomeia, mapeia e narra o território.
