
As pinturas de Alvarez exploram como cultura, memória e humor se cruzam no cotidiano. Inspirando-se em influências cubanas, vietnamitas e judaicas, suas obras examinam a coexistência entre celebração e contradição, mesclando o ornamental com o sagrado, o absurdo com o íntimo. A Flórida surge como um cenário onde folclore, rotina e mito se sobrepõem, transformando bares, festas e cenas de rua locais em espaços de narrativa coletiva.
A exposição inclui composições densas em atividade, ecoando as narrativas complexas das cenas de aldeia de Bruegel. A peça central, “Boca de Miami”, reflete sobre as ideias mutáveis em torno do pecado, do prazer e da expressão pessoal, traçando como esses conceitos evoluem ao longo das gerações. Ao longo da mostra, diversas obras reimaginam os parentes da artista em fases anteriores de suas vidas — momentos tanto lembrados quanto inventados — usando a pintura como forma de reinterpretar a história familiar.
