
A galeria parisiense Sans titre apresenta individual de Ezio Gribaudo (1929–2022, Turim) organizada em torno do conceito de Homo Ludens — o jogo como modalidade ao mesmo tempo material e histórica. A mostra reúne obras centrais de sua produção: os Logogrifi, invenções calcográficas em que fragmentos do universo gráfico e tipográfico são silenciados e tornados enigma pelo relevo; as peças da série Flani, produzidas a partir de matrizes de papelão usadas na impressão de jornais; trabalhos do corpus Teatro della Memoria; e as esculturas-gaiola, retiradas diretamente de seu estúdio em Turim, que suspendem animais em liberdade condicional entre o céu e o chão. Ganhador do Premio per la Grafica na 33ª Bienal de Veneza (1966) e premiado na Bienal de São Paulo no ano seguinte, Gribaudo foi um mediador singular entre arte e edição — colaborador próximo de Lucio Fontana, Peggy Guggenheim e Asger Jorn, entre outros. A exposição propõe reler sua obra a sessenta anos de distância, sem perder de vista as pedras sob a praia de 1968.
