
O Museu Judaico de São Paulo apresenta, em parceria com o Instituto Burle Marx, recorte introdutório da obra paisagística de Roberto Burle Marx com foco no papel das espécies vegetais como elemento estruturante de sua linguagem. A mostra reúne desenhos de projetos, fotografias, filmagens e documentação de acervo para evidenciar o vocabulário vegetal que atravessa a produção do artista — construído a partir de expedições pelos biomas brasileiros e da colaboração com botânicos, arquitetos e jardineiros. A curadoria de Isabela Ono e Guilherme Wisnik propõe um percurso que situa o paisagismo de Burle Marx como ferramenta crítica diante de questões urgentes como preservação ambiental e valorização da biodiversidade, e encontra no Museu Judaico uma ressonância particular: a poética do deslocamento e da reinvenção que marca sua obra dialoga com a experiência histórica da judeidade.
