A exposição de Adam Milner na galeria Yehudi Hollander-Pappi toma seu título das primeiras palavras pronunciadas por uma criança — o chamado insistente dirigido ao pai ou ao avô — e estabelece um diálogo conceitual com o movimento Dadaísta surgido em Zurique em 1916, quando artistas recorreram ao absurdo como formas de resistência diante das crises políticas e sociais da Primeira Guerra Mundial.
Partindo dessa referência histórica, Milner investiga os limites entre memória, linguagem e experiência cotidiana, propondo uma reflexão sobre aquilo que permanece invisível nas estruturas da vida comum.
Com novas pinturas realizadas em São Paulo e uma instalação sonora inédita, Milner examina a vida doméstica por meio de objetos coletados, rotinas ordinárias e materiais cotidianos, questionando o que é preservado, valorizado e institucionalizado. Suas instalações transitam entre museu, comércio e residência, dissolvendo fronteiras entre trabalho e descanso, público e privado.
