
“Diário” primeira exposição individual do artista visual cubano Osvaldo González na sua sede brasileira da Galleria Continua, em São Paulo. A obra do artista se situa em um território onde percepção, espaço e experiência íntima se entrelaçam, convidando o espectador a estabelecer vínculos subjetivos e emocionais a partir de uma abordagem sutil.
A prática de Osvaldo se articula a partir de dois elementos recorrentes — a fita adesiva e a luz — que, despojados de sua função utilitária, transformam-se em matéria poética. Levado ao limite, o uso da fita deixa de ser um recurso cotidiano para se tornar uma ferramenta capaz de construir imagens ambíguas, que oscilam entre a fotografia, a pintura e a instalação, gerando estranhamento e desafiando qualquer classificação imediata. A luz, ao atravessar camadas e veladuras, ativa transparências, revela tensões internas e torna visível a história contida em cada obra, preservando as marcas do processo.
