
A Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta individual de Anderson Borba com esculturas, relevos e colagens produzidos a partir de materiais orgânicos, industriais e encontrados — madeira, pedra, bronze, argila, papel e alumínio. Dispostas em cortejo ao longo da galeria, as obras assumem a forma de corpos antropomórficos híbridos com fisicalidade instável, reunidas como em cerimônia, procissão ou assembleia secreta. A pesquisa de Borba parte de práticas escultóricas antigas, do modernismo e de tradições vernaculares brasileiras — as carrancas, as espiritualidades afro-brasileiras — dissolvendo as fronteiras entre esses campos em uma linguagem visual singular. Por procedimentos de assemblagem e colagem, as obras conciliam solidez e precariedade em superfícies fragmentadas e estratificadas que sugerem transformação contínua. Borba incorpora ainda tecidos, ornamentos, imagens pixelizadas e fragmentos gráficos de revistas e meios digitais, conferindo às esculturas uma qualidade marcadamente pictórica — como se imagens tivessem sido incrustadas em seus corpos. O título evoca deslocamento, fuga
