
A Comissão Europeia voltou a pressionar a Bienal de Veneza sobre a participação da Rússia na edição de 2026, enviando uma carta que questiona a presença do pavilhão nacional em meio à guerra na Ucrânia.
O posicionamento reforça críticas já expressas anteriormente pelo bloco, que considera a inclusão incompatível com a resposta política europeia ao conflito. A Comissão chegou a afirmar que a decisão “não é compatível” com os valores defendidos pela União Europeia.
Entre as possíveis consequências, está a suspensão ou retirada de financiamento europeu destinado à fundação da Bienal — medida que já começou a ser formalmente considerada.
A controvérsia se soma a uma crescente pressão internacional: milhares de artistas, curadores e profissionais do setor assinaram cartas abertas pedindo a exclusão da Rússia, enquanto autoridades europeias alertam para o risco de legitimar, no campo cultural, um governo envolvido em conflito ativo.
A Bienal, por sua vez, tem defendido a manutenção do pavilhão sob o argumento de que a arte deve permanecer um espaço de diálogo e não de censura — posição que tem dividido governos, instituições e agentes do circuito artístico.