Sotheby’s fecha semestre recorde, com US$ 4,4 bilhões em vendas

Resultado representa alta de 58% em relação ao mesmo período de 2025, impulsionado pela mudança da casa para o edifício Breuer, em Nova York, que já recebeu o dobro de visitantes

A Sotheby’s anunciou nesta terça-feira o melhor primeiro semestre de sua história, com US$ 4,4 bilhões em vendas entre janeiro e junho de 2026 — um salto de 58% em relação ao mesmo período do ano passado. A casa credita parte do resultado à mudança para o edifício Breuer, na Madison Avenue, em Nova York, que já recebeu mais que o dobro do público registrado no endereço anterior no mesmo intervalo de 2025.

Os leilões responderam por US$ 3,4 bilhões do total, alta de 59% ante o ano anterior, enquanto as vendas privadas somaram US$ 826 milhões, um crescimento de 52%. A média de licitantes por lote também subiu, para 4,9.

Entre os destaques do semestre está a primeira temporada de Old Masters da casa no Breuer, que faturou US$ 94,8 milhões — com um pequeno desenho de leão de Rembrandt vendido por US$ 18 milhões. Já a temporada principal de Nova York registrou taxa recorde de vendas, de 92,5%, somando US$ 908,6 milhões; dentro dela, um lote com obras de Mark Rothko, Willem de Kooning e Franz Kline, provenientes da coleção de Robert Mnuchin, rendeu US$ 173 milhões, mais de US$ 40 milhões acima da estimativa.

Os leilões de arte moderna e contemporânea em Hong Kong somaram US$ 91,3 milhões, incluindo a venda mais alta já registrada na Ásia para uma obra de uma artista mulher: La Grande Vallée VII (1983), de Joan Mitchell, arrematada por US$ 17,6 milhões. Em maio, o leilão noturno de arte moderna em Nova York vendeu 98% dos lotes oferecidos — entre eles obras de Matisse, Van Gogh e da construtivista russa Varvara Stepanova —, faturando US$ 303,9 milhões.

Segundo o CEO da Sotheby’s, Charles F. Stewart, o desempenho recorde dos últimos doze meses reforçou a posição de capital e a rentabilidade da empresa, com boas perspectivas para o segundo semestre de 2026.