Christie’s tem melhor primeiro semestre em cinco anos com 4,5 bilhões

Vendas em leilão cresceram 71% na comparação anual, impulsionadas pela coleção Newhouse e por recordes de Pollock, Brâncuși e Rothko, mas a casa destaca sinais de recuperação em todos os segmentos

Foto: cortesia da Christie’s

A Christie’s anunciou 4,5 bilhões de dólares em receita no primeiro semestre de 2026, sendo 3,5 bilhões em leilões e mais de 1 bilhão em vendas privadas. É o melhor resultado do período desde 2021, com as vendas em leilão crescendo 71% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os destaques individuais são inegáveis: a coleção do magnata da mídia S.I. Newhouse gerou sozinha 630,8 milhões de dólares, e os três lotes mais caros do ano no mercado de leilões foram todos da Christie’s, com recordes para Jackson Pollock (181,2 milhões), Constantin Brâncuși (107,6 milhões) e Mark Rothko (98,4 milhões). Mas a casa fez questão de apresentar a recuperação como um fenômeno mais amplo. A taxa de venda subiu de 87% para 91%, e as obras foram vendidas em média por 124% de suas estimativas mínimas, contra 112% no ano anterior. O dado mais encorajador pode ser o das obras estimadas entre 20 mil e 100 mil dólares, que atingiram 148% das estimativas mínimas, 21 pontos percentuais acima do ano passado.

As vendas de arte do século 20 e 21 cresceram 79% para 2,3 bilhões, e os Old Masters surgiram 232%. Quase metade dos novos clientes são millennials ou da geração Z, e 63% dos novos compradores chegaram pela plataforma online. As compras internacionais cruzando fronteiras subiram 34%, com o número de disputas crescendo 69%. “Tivemos nosso melhor primeiro semestre em cinco anos, crescendo em todos os departamentos e regiões, em todos os segmentos de preço”, disse a CEO Bonnie Brennan.