
A Gagosian apresenta novas pinturas de Helen Marden, incluindo suas maiores obras até o momento — entre elas seus primeiros trípticos —, além de pinturas circulares menores e aquarelas. Marden trabalha com acrílica, resina e pigmento em pó sobre painéis de tela dispostos no chão do estúdio ou no exterior, aplicando tons vívidos em derramamentos translúcidos e gestuais com alças em espiral sobre múltiplos painéis brancos. Nas telas redondas menores, produz composições densas com concentrações de cor intensamente saturadas. O título parte do poema Interlude of Joy de Giorgos Seferis — poeta grego, Nobel de Literatura de 1963 —, cujos versos comunicam a elação provocada pela natureza e terminam com o lamento: “Não entendo as pessoas: / por mais que brinquem com as cores / todas permanecem negras como breu.” A exposição incorpora também objetos naturais — conchas, vidros do mar, penas — embutidos nas pinturas como emblemas de beleza, proteção e voo, evocando Robert Rauschenberg e os Shell Studies de Brice Marden. As aquarelas refletem influências de viagens recentes à Grécia, Índia e Marrocos.
