
A Whitestone Gallery Hong Kong apresenta coletiva que reúne Rebecca Bernau, Azuki Furuya e Shizuka Ando — três artistas que abordam a figura não como sujeito fixo, mas como campo de transformação. A exposição toma como referência filosófica e feminista a afirmação de Simone de Beauvoir de que a feminilidade não é inata, mas construída, situando o sujeito feminino como condição em permanente devir. Bernau navega entre digital e analógico em composições fluidas onde figuras se dissolvem no entorno, explorando a identidade como continuamente em fluxo a partir da noção de “raízes”. Furuya constrói suas obras por um processo intenso de colagem e lixamento — camadas de papel sobrepostas e gradualmente reveladas —, evocando o corpo como superfície estratificada onde histórias se acumulam. Ando, por sua vez, pinta figuras deliberadamente indeterminadas, frequentemente sem rosto, que resistem à definição singular e sugerem um eu existente entre papéis — performado, observado e internalizado.
