
A Galeria Raquel Arnaud apresenta coletiva que reúne Carla Chaim e Marina Weffort — artistas representadas pela galeria — com as convidadas Amalia Giacomini e Laura Belém. A mostra parte da ideia histórica do éter, o antigo “quinto elemento”, como metáfora para aquilo que ocupa o invisível, os intervalos e os espaços intermediários. Em suportes e procedimentos distintos, as quatro artistas acionam processos de repetição, desgaste, perfuração, remoção e deslocamento para produzir presença: Carla Chaim desenha esferas até o desgaste do lápis, transformando o gesto repetitivo em registro de tempo; Laura Belém cria círculos em grafite e perfura papéis japoneses com incenso, instaurando relações entre fragilidade, combustão e suspensão; Marina Weffort remove fios de tecidos manualmente, revelando estruturas internas e tensionando os limites entre presença e ausência; e as esculturas de Amalia Giacomini se modificam conforme o ponto de vista do observador, produzindo percepção instável do espaço. O corpo aparece de forma indireta em todas as obras — não como representação figurativa, mas inscrito na ação, no tempo e na experiência sensorial.
