
A Tibor de Nagy Gallery apresenta pinturas de Trevor Winkfield (Leeds, 1935) produzidas entre 1991 e 2001 — uma das décadas mais inventivas e produtivas de sua carreira, quando trabalhava num estúdio amplo e pôde realizar uma série de telas ambiciosas em grande formato. Nascido na Inglaterra e radicado em Nova York desde 1969, Winkfield integrou-se ao círculo vibrante de artistas e poetas da cidade enquanto mantinha inscrito em sua imaginação o repertório visual de sua terra natal: uma Inglaterra medieval e cerimonial de heráldica, cavalaria, bufões e a linguagem simbólica de orbes, espadas e cetros. É a esse país imaginário que muitas das pinturas dos anos 1990 fazem referência, ao mesmo tempo em que abraçam uma linguagem moderna de abstração e cor pop vibrante. Como observou John Ashbery — amigo, colaborador e maior admirador do artista —, forma e assunto são inseparáveis em Winkfield: as justaposições estranhas e os fragmentos narrativos funcionam como música, criando não uma história fixa, mas um movimento de pinball entre temas e variações.
