Ataque russo destrói museu de Chernobyl e danifica instituições culturais na Ucrânia

Ofensiva de domingo matou quatro pessoas e atingiu o Museu Nacional de Arte da Ucrânia e o recém-reformado Museu de Chernobyl, do qual cerca de 40% do acervo foi resgatado

Foto: Viktor Kovalchuk / Global Images Ukraine via Getty Images.

Na madrugada de domingo, 24 de maio, a Rússia lançou um dos maiores ataques aéreos da guerra contra a capital ucraniana e sua região. Foram 90 mísseis e 600 drones disparados contra Kyiv, segundo as forças armadas ucranianas, que afirmam ter interceptado 549 drones e 55 mísseis. Quatro pessoas morreram e cerca de 100 ficaram feridas. Entre os alvos atingidos estavam museus, teatros, universidades e outros espaços culturais.

O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que o ataque “destruiu efetivamente” o recém-reformado Museu Nacional de Chernobyl, que preserva a memória do desastre nuclear ocorrido há 40 anos a cerca de 150 quilômetros de Kyiv. O edifício histórico e aproximadamente 1.350 peças do acervo sofreram danos significativos. Equipes de resgate agiram rapidamente e conseguiram salvar cerca de 40% da coleção do depósito, incluindo uma pintura da consagrada artista popular Maria Prymachenko e a bandeira ucraniana hasteada em Chernobyl após o fim da breve ocupação russa em 2022. “A Rússia uma vez encobriu a verdade sobre Chornobyl; hoje ataca os lugares que a preservam”, disse o ministro do interior, Ihor Klymenko.

Foto: Viktor Kovalchuk / Global Images Ukraine via Getty Images.

O Museu Nacional de Arte da Ucrânia, o mais antigo de Kyiv, com acervo de mais de 40 mil obras, informou que a coleção permanece intacta, mas o edifício sofreu danos graves em janelas, claraboias e paredes. A instituição fechou por tempo indeterminado para avaliação dos estragos. Outros espaços atingidos incluem o Instituto de Literatura Taras Shevchenko, o Mercado Zhytnii, a Galeria Hinaus e dois teatros de ópera da cidade.

“Eles tentam destruir nossa memória. Mas a cultura ucraniana já resistiu antes e resistirá agora”, disse a ministra da cultura Tetyana Berezhna.

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