
Uma pintura de Jackson Pollock se tornou na segunda-feira a obra mais cara do artista já vendida em leilão, alcançando 181 milhões de dólares na Christie’s de Nova York. “Number 7A, 1948” pertencia à coleção do magnata da mídia S. I. Newhouse e entra agora para a lista das quatro obras mais caras da história dos leilões.
A pintura, que se estende por mais de três metros, reúne pingos de tinta preta com toques de vermelho numa composição que a própria Christie’s descreveu como “uma das primeiras pinturas verdadeiramente abstratas da história da arte”. O recorde anterior de Pollock em leilão era de 61,2 milhões de dólares, obtidos por “Number 17, 1951” em 2021.
Na mesma sessão, a “Danaïde” (1913) de Constantin Brâncuși, também da coleção Newhouse, foi arrematada por 107,6 milhões de dólares, tornando-se a segunda escultura mais cara já vendida em leilão. Obras de Mark Rothko e Joan Miró igualmente registraram novos recordes pessoais na noite.
Pollock, morto em 1956, é uma das figuras centrais do expressionismo abstrato americano. Sua técnica de dripping, desenvolvida no final dos anos 1940, é uma das mais reconhecíveis e influentes da arte do século 20.