
O Museo de Arte Moderno de Bogotá anunciou a saída de sua diretora, Martha Ortiz, encerrando um período marcado por tensões internas e questionamentos públicos sobre a gestão da instituição.
Embora a notícia tenha sido inicialmente reportada como uma demissão, a saída se deu formalmente por meio de uma renúncia apresentada pela própria diretora em 8 de abril de 2026, após pouco mais de dois anos no cargo.
A decisão ocorre em um contexto de crise no museu. Nos meses anteriores, a gestão de Ortiz vinha sendo alvo de críticas relacionadas a denúncias de ambiente de trabalho problemático, dificuldades financeiras e mudanças estruturais na equipe.
A situação se agravou com a saída do curador-chefe Eugenio Viola, episódio que mobilizou o meio artístico colombiano e resultou em uma carta assinada por mais de 140 artistas pedindo esclarecimentos à instituição.
Em sua carta de despedida, Ortiz descreveu o fim de sua gestão como um encerramento natural de ciclo, destacando o papel do museu como “uma ideia viva” e uma plataforma de diálogo entre arte e sociedade.