Finlândia ameaça boicote à Bienal de Veneza após retorno do pavilhão russo

Mais de 20 países pressionam pela exclusão da Rússia, enquanto organização defende permanência em nome da liberdade artística

Foto: Cortesia da Bienal de Veneza

A participação da Rússia na 61ª edição da Bienal de Veneza reacendeu tensões políticas no circuito internacional de arte. A Finlândia anunciou que seus representantes políticos não participarão do evento caso o pavilhão russo seja mantido, em resposta direta à guerra em curso na Ucrânia.

A decisão foi comunicada pelo Ministério da Educação e Cultura finlandês, que reiterou a posição do país contra a presença russa em fóruns internacionais enquanto o conflito persistir. Ainda assim, a Finlândia seguirá representada por funcionários públicos, mantendo seu compromisso com a promoção da produção artística nacional.

O posicionamento se soma a uma pressão crescente dentro da Europa. Mais de 20 países já pediram a exclusão da Rússia, enquanto a Comissão Europeia ameaça suspender cerca de €2 milhões em financiamento à Bienal caso o pavilhão seja confirmado.

Por outro lado, a organização da Bienal defende a decisão com base na liberdade artística e na recusa à censura, reforçando o papel do evento como espaço de diálogo — mesmo em contextos de conflito. A edição de 2026, que abre ao público em maio, já se desenha como uma das mais politicamente tensionadas dos últimos anos.