
Em poucas semanas de conflito, o patrimônio cultural do Irã já acumula danos significativos, atingindo alguns dos seus principais marcos históricos. Entre os casos mais graves está o Palácio Chehel Sotoun, em Isfahan, onde explosões nas proximidades provocaram a queda de elementos decorativos, danos a pinturas e a destruição de partes do teto e das estruturas de madeira.
Outros locais também foram afetados, incluindo o Palácio Golestan, em Teerã — patrimônio mundial da UNESCO — atingido por ondas de choque que comprometeram elementos arquitetônicos e decorativos.
Levantamentos recentes indicam que dezenas de sítios já sofreram algum tipo de impacto, entre museus, áreas históricas e monumentos registrados, embora especialistas alertem que os números verificados representam apenas uma fração da destruição total.
O cenário tem mobilizado pesquisadores e instituições, que destacam não apenas a perda material, mas o risco à memória cultural do país. Em meio à continuidade dos ataques, cresce a preocupação com a preservação de um patrimônio que atravessa séculos — e cuja reconstrução, em muitos casos, pode ser impossível.